Vários personagens.
Coloca-los num mesmo contexto. Ainda não o fiz. Mas já fiz um teste de esquetes onde citava o texto da Reconstituição, Au Gratan (Ambos de Elisa Lucinda), O Churrasco e o Lixo (Luis Fernando Veríssimo). E mesno no Churrasco e no Lixo tem mais de 1 personagem.
Onde são expressados e caracterizados de forma diferenciada.
Primeira lição. Você não é você.
Demora a aprender. Mas é fácil de compreender. Quando criamos um personagem, de fato o personagem não somos nós. Ou pensa como nós. Por isso vestimos o que o personagem é. Quando faço o homem de o Lixo era de fato quer para os finalmente com a mulher do 612. Mas ao meu ver, que sou um pouco timido levaria mais um tempo para tentar conhece-la. Mesmo que a moral da história esteja: Eles já se conheciam pelo lixo. Mas esta é a armadilha.
Você não é o homem do 610. Você é o interprete. E sua visão por ele não deve encabeçar a encenação. Por exemplo, onde já se viu um Romeu que odeia Julieta e ama a Maria? Ao ver de Romeu, ele esta perdido por Julieta e ama até a ultimas consequências. Em nossa, visão, talvez ele fosse burro. Mas para efeitos de encenação, isso não importa. O que importa é que façamos o Romeu tal como existe, co-existe e acredita ser.
Segunda lição. O personagem também não é você.
Espera-se que ao terminar um personagem. Ele deixe no palco. Senão vai acontecer a sindrome do drácula. O personagem não é você, e tampouco você é ele. Existem diferenças nesta afirmação.
a) Você não é personagem em caracter e ação
b) O personagem não é seu ponto de vista
Terceira lição. Expressa-se cada personagem.
O Eu em si deixa de existir no palco. É como uma dissertativa. De fato, é contado o que realmente é, e não como realmente vemos. O tu e eles é que entram a idéia do personagem.
a) É o mesmo interpretar um personagem como o Martin McFly (De volta para o futuro) como Xander Harris (Buffy, a série)?
b) É o mesmo dinamizar uma cena em que é dança e outro é bailar característico?
c) É o mesmo interpretar um velho rancinza, e um adolescente chato?
De fato que as letras (a,b,c) são de longe dificeis de serem respondidas. Cada qual podemos definir pontos em comum:
a) São adolescentes, vivendo experiências extraordinárias, possuindo papeis ativos e são normais.
b) São tipos de dança, um confere a dança como coreografia primária (Ballet, tango e etc) e segunda confere uma expressão corporal temporária.
c) Os dois são seres humanos, possuem o mesmo temperamento.
Mas o que diferencia? O modo de ver de cada um deles. Daí é que se realiza um laboratório e se completa o personagem.
Exercício: A loucura (Texto por Rafael Junqueira)
Num manicômio encontra-se três loucos sentados ao redor de uma mesa na sala de recreação. Todas as portas estão seladas. E os três loucos pretendem fugir.
(Você deverá fazer os três loucos, são pessoas diferentes)
- Então? Vamos hoje? Louco 1
- Vamos agora. Louco 2
- Agora ou daqui a pouco? Louco 3
- Agora. Daqui a pouco foi ontem. Louco 1
- Passamos por aquele guarda dali. Louco 2
- Não. Aquele guarda é perigoso demais. Louco 3
- Então vamos por aquele outro. – Louco 1
- Aquele é mais perigoso que outro guarda. Louco 3
- Por qual guarda passamos? Só tem 2. – Louco 2
Os três ficam pensativos.
- Você podia enganar um, e eu o outro. Enquanto você escapa. – Louco 1
- Certo. Concordo. Louco 2
O louco 1 e 3 distraem os dois guardas. Enquanto o louco 2 escapa.
- E agora? Só sobrou nós dois. Como faremos para enganar os guardas? Louco 2
- Esperaremos amanhã pela volta de nosso amigo. Louco 1
- É verdade, havia me esquecido disso. Louco 3
Dicas:
- Crie o personagem
- Elabore o que é louco
- O comum do louco é …. ?
- O que cada louco passa?
- Crie a cena: Entrada de cena, permanência, saída de cena.
- Qual é o estímulo de cena?
- Faça as perguntas de Constant Stanislavski – O quê? Por quê? e Como?
Fonte: Aulas na escola Zaira Zambelli (http://www.cursosdeteatro.com/)







