Teatro

Interpretar vários personagens: Eu, tu e eles

Novembro 16, 2009 · Deixe um comentário

Vários personagens.

Coloca-los num mesmo contexto. Ainda não o fiz. Mas já fiz um teste de esquetes onde citava o texto da Reconstituição, Au Gratan (Ambos de Elisa Lucinda), O Churrasco e o Lixo (Luis Fernando Veríssimo). E mesno no Churrasco e no Lixo tem mais de 1 personagem.

Onde são expressados e caracterizados de forma diferenciada.

Primeira lição. Você não é você.

Demora a aprender. Mas é fácil de compreender. Quando criamos um personagem, de fato o personagem não somos nós. Ou pensa como nós. Por isso vestimos o que o personagem é. Quando faço o homem de o Lixo era de fato quer para os finalmente com a mulher do 612. Mas ao meu ver, que sou um pouco timido levaria mais um tempo para tentar conhece-la. Mesmo que a moral da história esteja: Eles já se conheciam pelo lixo. Mas esta é a armadilha.

Você não é o homem do 610. Você é o interprete. E sua visão por ele não deve encabeçar a encenação. Por exemplo, onde já se viu um Romeu que odeia Julieta e ama a Maria? Ao ver de Romeu, ele esta perdido por Julieta e ama até a ultimas consequências. Em nossa, visão, talvez ele fosse burro. Mas para efeitos de encenação, isso não importa. O que importa é que façamos o Romeu tal como existe, co-existe e acredita ser.

Segunda lição. O personagem também não é você.

Espera-se que ao terminar um personagem. Ele deixe no palco. Senão vai acontecer a sindrome do drácula. O personagem não é você, e tampouco você é ele. Existem diferenças nesta afirmação.

a) Você não é personagem em caracter e ação

b) O personagem não é seu ponto de vista

Terceira lição. Expressa-se cada personagem.

O Eu em si deixa de existir no palco. É como uma dissertativa. De fato, é contado o que realmente é, e não como realmente vemos. O tu e eles é que entram a idéia do personagem.

a) É o mesmo interpretar um personagem como o Martin McFly (De volta para o futuro) como Xander Harris (Buffy, a série)?

b) É o mesmo dinamizar uma cena em que é dança e outro é bailar característico?

c) É o mesmo interpretar um velho rancinza, e um adolescente chato?

De fato que as letras (a,b,c) são de longe dificeis de serem respondidas. Cada qual podemos definir pontos em comum:

a) São adolescentes, vivendo experiências extraordinárias, possuindo papeis ativos e são normais.

b) São tipos de dança, um confere a dança como coreografia primária (Ballet, tango e etc) e  segunda confere uma expressão corporal temporária.

c) Os dois são seres humanos, possuem o mesmo temperamento.

Mas o que diferencia? O modo de ver de cada um deles. Daí é que se realiza um laboratório e se completa o personagem.

Exercício: A loucura (Texto por Rafael Junqueira)

Num manicômio encontra-se três loucos sentados ao redor de uma mesa na sala de recreação. Todas as portas estão seladas. E os três loucos pretendem fugir.

(Você deverá fazer os três loucos, são pessoas diferentes)

- Então? Vamos hoje? Louco 1

- Vamos agora. Louco 2

- Agora ou daqui a pouco? Louco 3

- Agora. Daqui a pouco foi ontem. Louco 1

- Passamos por aquele guarda dali. Louco 2

- Não. Aquele guarda é perigoso demais. Louco 3

- Então vamos por aquele outro. – Louco 1

- Aquele é mais perigoso que outro guarda. Louco 3

- Por qual guarda passamos? Só tem 2. – Louco 2

Os três ficam pensativos.

- Você podia enganar um, e eu o outro. Enquanto você escapa. – Louco 1

- Certo. Concordo. Louco 2

O louco 1 e 3 distraem os dois guardas. Enquanto o louco 2 escapa.

- E agora? Só sobrou nós dois. Como faremos para enganar os guardas? Louco 2

- Esperaremos amanhã pela volta de nosso amigo. Louco 1

- É verdade, havia me esquecido disso. Louco 3

Dicas:

  • Crie o personagem
  • Elabore o que é louco
  • O comum do louco é …. ?
  • O que cada louco passa?
  • Crie a cena: Entrada de cena, permanência, saída de cena.
  • Qual é o estímulo de cena?
  • Faça as perguntas de Constant Stanislavski – O quê? Por quê? e Como?

Fonte: Aulas na escola Zaira Zambelli (http://www.cursosdeteatro.com/)

 

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Cena completa: Au Gratan

Novembro 14, 2009 · Deixe um comentário

Cena Completa. Au Gratan.

Esta a cena foi elaborada por mim, para encenação do monólogo sobre a poesia de Elisa Lucinda sob o tema “o calor do Rio mata um”. Nesta atuação fiz – criação de espaço cênico, figurino, maquiagem e características de atuação.

Neste post vou dar uma dica de como apresentar.

Estímulo como diz “Constant Stanislavisk”.

O quê? O calor e a enganação

Por quê? Recebeu uma dica apimentada e quis aproveitar

Como? Foi e se arrependeu.

Estímulo: A empolgação do turista. Impulso: Calor, respingo, refresco com o abano da mão, pega sobre o cigarro, olhares.

Entrada de cena: Correndo por uma solução.

Permanência de cena: Cai-se sobre uma cadeira de praia.

E veem.

Ao tira um adereço invisivel do bolso que simule um maço de cigarros, e um isqueiro. Acende e leva a boca. Faz uma baforada e  alivia momentaneamente daquela calor.

Fumo um cigarro fino

Como um palito

Leva a mão ao rosto, enxugando a face suada.

O calor do rio … É ridiculo.

Sacode a camiseta em protesto.

Um calor de chuva enrustida

Olha para o céu com o olho quase fechando.

Um calor de céu oprimido

Olha com um ar de alivio e dor nos olhos, para o mar. Deixa o chinelo na areia e corre para a beirada da praia (no caso o proscênio).

Banha-se com a água até a altura da tíbia. (Abaixo do joelho)

Do inferno mar resolvido

Com uma cara insatisfeita. Faz um aceno com os braços declamando sobre o mar.

Que não sabe se queima este cara (apontando para si)

Ou assa ao ponto. (Com uma cara de satisfeito revoltado)

Volta para a cadeira ensopada de praia.

Um calor filho da puta

Um calor de estufa (envolvendo a mão, uma espécie de casa ao seu redor)

Eu sem nem ser judeu.

Sofro aos pouquinhos (ausenta um pouco a projeção da voz, mas ainda em altura)

Sofro esse zé pagodinho (Gesticula com a mão uma bebedeira e um tocar de viola)

Ardo neste pecado que não cometi (envolve o cenário a sua volta, num balançar de mãos)

Neste forno … onde me meti (com eloquência diga onde me meti)

E levanta da cadeira, com aquele olhar de acabado.

De uma dica apimentada (dê enfase na apimentada)

De um nordestino

Que me mostrou uma placa citada (pausa) tinhosa.

CIDADE MARAVILHOSA (Baile a frase, ou liricamente a diga)

(Com um olhar de arrependido, insatisfeito e não consolado)

Eu vim.

Volta em direção aos chinelos tirados, pega-os e vá em direção a coxia. Antes de entrar faça um movimento com a mão para enxugar o suor da testa e com aquela cara “Tô vivo ainda”.

Análise.

Realmente é uma montagem de cena impressionante. Atualmente estou estudando 4 textos, por conta própria. Au Gratan, Reconstituição, O churrasco e O lixo (Luis fernando verissimo).

Fiz até um jogo de esquetes. Para que eu pudesse para cada personagem, torna-me volátil em cena. Simplesmente simulando de cabeça um fade-out e in na cena (apagar as luzes).

O que melhorar?

O que considero mais dificil. Clima. Criar a aquele suspense. Se você não tem o texto gravado. O clima não sai nem a bofetada. Vai sair machucado isso sim. Mas com certeza, tenho muita na manga sobre o clima, mpois sei faze-lo, mas não sei se ainda satisfatório.

A carga emotiva, memória emotiva. Também ando trabalhando. O cara tá pé da vida por ter ido pra uma cidade, que jurava ser maravilhosa. Descobriu que o nome só atraía, mas torrava também. E isso é fácil de fazer se você já teve semelhante caso.

Nesta cena trabalhei em dois níves. O médio e o alto. (Sentado e em pé).

É um pouco explorado por mim. Aliás a maior parte das cenas exige (ou pede) que o ator/atriz esteja em pé. Tirando alguma vez que eu tenha que fazer alguma cobra, mas não também vai dificil puxar foco.

Chegando próximo da peça.

É tá chegando próximo. Neste período, estamos fazendo uma retrospectiva de tudo que vimos. E o que empaco é o tal do clima. Mas estou já corrigindo esta dificuldade, trabalhando cada característa e estudando a fundo o russo Stanislavisk. Consegui já obter resultados legais.

O roteiro ainda não chegou em mãos.

Mas já sabemos coreografia, canto, atuação e personagem. Falta a trama.

Será que vai ser uma comédia, terror, DRaaaammmaaaaa, ação ou musical? (Atirei o macaco no galho-lho, mas o galho-lho não quebrou. Dono Tarzan, admirou-se-se que o macaco não gritou)

E estudo igualmente o auto-da-compadecida.

Melhor parte.

(…) Já fui menino, já fui homem,

  ja fui navio, ja fui escalar só me falta ser mulher. Valha-me nossa senhora, mãe de deus de nazaré. (…)

E li no Teatro Moderno, que a segunda versão de 1966, Milton Gonçalves foi o Demônio. Incrível. E como foi isso? Não sei, só sei que foi assim.

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Peça – “Quem tem medo de fantasma”

Novembro 13, 2009 · Deixe um comentário

Peça – “Quem tem medo de fantasma?” em cartaz Dezembro.

Fantasmas?

Fantasmas?

No período de 14 á 15 de dezembro será exibido no Teatro Princesa Isabel localizado na Avenida Princesa Isabel – 186 em Copacabana ás 20h.

Elenco:

  1. Ana Clara
  2. Anna Beatriz
  3. Gabriela Dias
  4. Julia Carneiro
  5. Júlia Graúna
  6. Karine Luise
  7. Larissa Neves
  8. Letícia Estena
  9. Letícia Labre
  10. Lívia Brito
  11. Mariá Borba
  12. Matheus Souza
  13. Matheus Teixeira
  14. Jasmine Silfer
  15. Nicole Ceccon
  16. Pedro Gabriel
  17. Rachel Meira
  18. Taísa Simplício
  19. Thalya Cavalliere
  20. Thalia Ramos
  21. Yasmin Marinatto

Roteiro.

Jorge Eduardo Magalhães

Direção.

Zaira Zambelli

Assistente de direção e coreografia.

Madjer Geanini

Maquiagem.

Madjer Geanini e Suellen Benigno

Fotografia/Apoio cultural.

Paula Monte

Filmagem.

Vitinho

Dados adicionais.

Faixa etária: Livre (Público infantil)

Contato por 2275-3346 ou pelo site www.cursosdeteatro.com

 

 

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Peça – “A maldita parentada”

Novembro 6, 2009 · Deixe um comentário

Peça – “A maldita parentada” vai entrar em cartaz Dezembro.

Para quem curte teatro, tem aí uma temporada (de…3 dias. Rindo pouco, mas rindo) na Rua Francisco de sá, 51 no Teatro Posto Seis (já passei pela rua, nunca vi. E olha que vou apresentar uma peça lá, tenho que criar forças para conhecer).

Título sugestivo. Que comece o show.

Com este nome deve ser aquela história da familia torna e o inferno não sei das quantas. Que nem a grande família, só que imensa. É ator pra dedéu. E vi o palco do Posto 6 no youtube é pequeno (é mesmo). Feito pela escola onde estudo (orgulho é que não falta).

- França Junior (obra deste) adaptado em modo livre por Madjer Geanini, dirigido por Zaira Zambelli (foi a atual coordenadora do Festival de Teatro do Rio) é também uma grande amiga.

Elenco. (Elencão)

Conheço alguns. Mas com tantos, eu acho que é razoável.

  • Alessandra Novo
  • Bernardo Brum
  • Bruno Gusmão
  • Daltro Ribeiro
  • Daniela Maciel (Antiga Malévola – Na terra do faz de conta)
  • Dimi Moreira (Antigo Principe Felipe – Na terra do faz de conta)
  • Duda Maciel (Antiga Pajé – Na terra do faz de conta)
  • Éber Sant’anna
  • Helton Cury (Captação de recursos – Na terra do faz de conta)
  • Luana Monteiro
  • Mariana Alves
  • Nielsen Roças
  • Rafael Oliveira
  • Renata Moreira Lima
  • Roberto Freitas
  • Sérgio Vianna
  • Shirley Apoteker
  • Vander Rabelo

Acabou…(dedos ofegantes)

A temporada acontecerá 8. 9 e (confirmo o terceiro dia em breve) o inicio da peça é 20 horas ( o preço também confirmo)

Escola Zaira Zambelli.

Visite o site www.cursosdeteatro.com (é uma excelente escola, aprovo mesmo) prefere “telefonar”? Então 2235-7066.

Fica na estação siqueira campos (não na estação, e nem na porta, tampouco na rua siqueira campos. Mas o lugar mais perto é neste estação. Então é só seguir pela siqueira campos sentido praia (sinta a brisa, indo para aquela cheiro de maresia. Só que ao invés de ir para lá, ao chegar na Nossa Senhora de Copabana, vai olhar para o lado esquerdo (e pensar, é pra lá que tenho que ir? Sim). Siga e vá até o número 534, no segundo andar (já fui tantas vezes, que fiquei em duvida que andar era). Fica perto da rua Hilário Gouvéia.

Frase de inspiração (a alguém).

“Se você tem escolhaS, então você tem muito o que oferecer. Aproveite o momento, e o torne o melhor”.

Dica: (Criatividade)

Grave sua voz, e simule um dialogo com algum vídeo do Youtube, estimule sua criatividade como se estivesse mesmo falando com aquela pessoa. Faça isso inclusive com música (cantar é uma atividade que inibe, simplesmente quando você pensa em não perceber se foi bom ou Rú-iiim.)

 

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Diário: 01 de novembro de 2009 – Teatro Dercy Gonçalves

Novembro 2, 2009 · Deixe um comentário

Peça: “Na terra do faz de conta”.

Reza braba para dar certo (Hum?)

Reza braba para dar certo (Hum?)

Em primeiro lugar achei a peça M-U-I-T-O B-O-A. Sem igual. É a primeira vez que assisto uma peça musical (tirando os filhos do Brasil que foi mais comparado com um show do que peça). E gostei muito. Conheci os atores pessoalmente, são bons e fluentes na característica.

Identifiquei algumas coisas que aprendi no teatro como:

  • Mudança de foco e cochicho dos demais da cena;
  • Jogo de cena, de forma que todos ficassem aparentes;
  • Constantemente ficavam de frente pra platéia, não importa o que faziam;
  • Dinâmica.

Improviso de cena.

Não tenho uma vassoura...escova de dentes?

Não tenho uma vassoura...escova de dentes?

Hoje, último dia teve 3 imprevistos. A atriz Juliana Klein fora substítuida por outra atriz mirim, irmã de Mariá Luna. A loucura é que ela interpretou muito bem, e decorou o texto todo na madrugada de ontem. Outro imprevisto é que a troca de cena acontecia com fecha de cortinas, e tudo foi em fade out-in de luzes (pensei que fosse o plano original) ficou bem pra caramba e o terceiro, foi uma pequena queda da atriz (Princesa Anne) que foi interpretada de forma normal, sem que parecesse “erro”.

Se bem que aprendi que “erro” não existe no teatro. Já é uma encenação, que remete ao faz de conta, então erro é só uma forma bem distante de alguém falar o que não é devidamente correto. O que não é correto no teatro?

Cenários.

Que cenário o quê. Elenco é cenário.

Que cenário o quê. Elenco é cenário.

Gostei. Muito do cenário da floresta. Muito diferente, geralmente esperamos arvores literamente plantados do solo, mas usaram uma cortina para dar aquele aspecto salpicado da floresta, que é muito fechada. Parecia a árvore chorona.

O efeito de fumaça, que pena que no Teatro Laura Alvim não tinha, pois haviam muitos espetáculos ali que eram impressionantes.

Personagens.

De nota 0-10.0. Dou 10.0 para cada personagem. Em especial o impressionismo dos movimentos da atriz Blenda Badolato. Foi bem natural. Convincente. Reagia a cada coisa da cena.

Particularidas de cada personagem (Que achei)

  • Liane Brixne (Anjana) conseguiu passar a fantasia de uma fada. Dançava a cada instante para expressar aqueles voos. Como ainda não inventaram uma forma das pessoas voarem com asas postiças, ela conseguiu fazer isso.
  • Madjer Geanini (Rei Estevão) o jeito engraçado que ele fazia as cenas, sinceramente foi copiar um termo que fucei no Orkut da Suelen (Parece o papai noel) sem brincadeiras. Comédia.
  • Blenda Badolato (Princesa Luna) é graciosidade dela. É incrivel. Surpreende que em todos os momentos foi capaz de manter a natural postura de dançar, interpretar e passar a todo momento o que a princesa estava passando (Queria saber quem era a mãe, procurava por uma rosa para salvar o reino e ainda ajudou Pocahontas a não desgraçar sua vida).
  • Carla Monsores (Pers 1 – Lucia) é hilariante. Mas o legal é que como faxineira ela passa a cantalorante Lucia que sabe que fez algo que não devia, e mantém uma aparente calma. Gostei da naturalidade que ela teve em cena, passou uma importante dica.
  • (Pers 2 – Doende Tiro Leire) este é o doende (DUENDA) mais louco que vi. Tá que nem todos os duentes que vi até hoje bate bem da cabeça. No filme Labirinto (Só maluquete) – 1986. O outro ponto é que fazia aquela piada de “Estou trabalho muito e preciso de comissão”. Neste ponto o Pers 2 da Carla se distanciou da Lucia do Pers 1. E dá idéia que fazer dois papeis é preciso separar a personalidade.
  • Suellen Benigno (Pers 1 – Pocahontas) caracterizou bem, na fala e no movimento uma india. E também princesa. Ela queria pedir ajudar ao espirito ancestral da floresta. Pra quê? Talvez fazer mandiga para seu destino cruel, casar-se com quem não queria.
  • (Pers 2 – Sereia) é até ver a peça não sabia que a sereia era a malévola disfarçada. Aquele truque da velha com a maça é coisa do passado, agora usam belas sereais (engana). E neste caso, gostei do momento que aquela névoa sai do canto perto da coxia, e ela balança os braços no ato de espreguiçar. Lembrou brumas (névoa sob água).
  • Duda Maciel (Pajé) a entrada dela na cena foi incrível. Mas vou dizer, gostei da entrada. É imponente.
  • Daniella Maciel (Malévola) é esta é bruxa malvada. Ganhou destaque com sua luta Jedi com Anjana. Só faltou os sabres e a música “Battle of the Heroes”. E seu desprezo engraçado que foi no começo da peça – “Admirada que nunca convidada, após citar que até ralé tinha vindo”.
  • Dimi Moreira (Principe Felipe) é o principe encantado (perdido) na floresta que corre para a festa da princesa Luna (o que me ocorre é, se ele é principe que falta de respeito por parte do reino dele não? Deixou o cara andar a torto e direito pela floresta, a ponto só de conseguir sair quando não existisse mais Contos de fadas) ele salvou tudo a memória da mãe da Luna, o reino com a dádiva do seu povo em dar rosas encantadas (venda em lojas) isso me lembra Shrek 2 no Reino tão tão distante.
  • (por enquanto) Irmã de Mariá Luna interpretou a princesa Anne. É atuação era realmente impressionante. Vi a interpretação da Julia Klein no Youtube. Cara, pacas igual. Parece que é a mesma pessoa, essas maquiagens fazem mágicas. Excelente papel, e improvisão da cena do escorregão (a parte).
  • Mariá Luná é uma excelente dançarina (ballet, balé). Vou dizer que cada palavra que Blenda falava, ela dançava em tom de expressão. Tá certo que imaginar isso no filme da fantasia, que cada nota significa um movimento, ali o equalizador era um passo de dança. Sincronia e leveza é o descreve a atuação.

História.

É um conto Disney abrasileirado. E não digo aquele “Brasil” escrachado que o pessoal coloca folclore, cultura brasileira. Não, era só porque foi encenado por atores brasileiros e falavam em português. Havia uma originalidade, destoando do que vemos em contos adaptados que ganham a cultura do povo.

Sabe aquela idéia do fan-fic? (É um conto de ficção da ficção criado por fans, por isso Fan(Fã)-Fic(Ficção)) que criamos paralelismo. Na terra do faz de conta conta a história da Princesa Luna filha da Cinderela (mesmo dos contos Disney) que fica perdida por causa da maldição de Malévola, e tem de achar uma rosa para livrar o reino do sono eterno.

Produção. (Técnica)

É, fiz parte da produção no festival de teatro do Rio e sei que o trabalho na área de produção é imensa (os atores também, é coisa pacas). Todo que se vê em 1 hora, é menos que 0.000000000001% do que o público vê.ao todo.

Lucia Freire é produtora executiva. É vi de perto em dois momentos (3 devo lembrar). Cara que loucura, é pra cima e pra baixo para 1 hora de espetáculo seja um “ESPETÁCULO”. E o pior que chega gente hostilizando por quê? (Quero um bilhete para assistir a peça). E olha que não dava para tirar leite de pedra [ repeti este ditado o festival inteiro].

Tem outras pessoas envolvidas, como Luan Costa (revisor textual) que conheci também, mas dentre outros ficou na coxia como diz.

Confira o site oficial da peça:

http://FazdeConta.googlepages.com/Principal

Nota final do espetáculo: …. (tam) …. (TAM) ….

       EXCELENTE.

 

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Video de “Na terra do faz de conta”

Outubro 18, 2009 · Deixe um comentário

Confiram o video da peça “Na terra do faz de conta”.

A peça está sendo exibida no Teatro Dercy Gonçalves no Country Club em Grajaú aos fins de semana. Com exceção dos dias 18(Domingo) e 24 (Sábado) até 1º de novembro – leia a notificação em Teatro J – Na terra do faz de conta

Infelizmente no dia 17 de outubro a peça fora cancelada devido a ação no morro dos macacos.

Confiram o site ainda em construção da peça.

http://terrafazconta.googlepages.com/Principal

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Diário: 03 de outubro de 2009 – Laura Alvim

Outubro 18, 2009 · Deixe um comentário

Quinta peça: “Meu nome é M” de Celina Sodré.

Festival de Teatro do Rio - 16ª

Festival de Teatro do Rio - 16ª

No dia 03/10 – Sábado foi a vez do monólogo da atriz Marília em “Meu nome é M” que conta uma autobiografia caricatural da vida da atriz. Sob a direção de Ribamar Ribeiro.

Visão da produção.

No geral foi tranquilo. Mas aquela rotina de “Ligar projetor-Isolar filas marcadas-fabricar papeletas de juri popular” e mais, um círculo da peça a “Caixa preta de medéia” do dia anterior me rendeu o trabalho de lixar o palco com uma chave de fenda.

Vi pela primeira vez o trabalho de Marília no monólogo (que é bastante interessante) de sua vida em casos interessantes. Seu espaço cênico era uma mesa. Ao contrário dos grupos, ficou no camarim o todo inteiro.

Visão teatral.

Sabe…penso que monólogo de antemão possa ser complicado ou mesmo simples. Ao fazer as aulas na escola de teatro. Já pratiquei peça em grupo e agora em monólogos citando poesias de Elisa Lucinda como “Tive saudade (…)” e Au Gratin com “Fumo um cigarro fino (…)” onde a caracterização do personagem, cenário, clima, estimulo, impulso, interpretação corporal tornam a história interessante, mas pode ser um desafio imenso.

Será que é fácil levar um monólogo? Porque quando vamos realizar uma peça em grupo, cada pessoa leva um ponto da apresentação. Ou seja não posso transmitir no meu ritmo, tenho que esperar a resposta de minha ação no restante da equipe.

No monólogo apesar desta facilidade de levar a cena no meu ritmo, também cai numa armadilha que tanto em “Meu nome é M” como em “A filha da Chacrete” o estimulo coletivo.

Estímulo coletivo?

Quando fiz a minha primeira improvisação no teatro com um personagem ainda imaturo, pensei em falas que eram reativas ao comportamento de cada outro membro da peça. Então havia um “estimulo” em cena.

Ja fiz cenas com 3 pessoas, 5 pessoas, 2 pessoas (contando comigo) e monólogo. E percebi que a grande dificuldade é. Qual é o motivo que leva o personagem a estar ali? Quando não tem ninguém, como fazer?

Quando vi “Meu nome é M” percebi que o ritmo e o esitmulo de Marilia era exatamente o andar da respiração dela. Ou seja, o ritmo era – meu. E o estimulo era contar uma história como se fosse para o espelho.

Imagine ter que pegar um texto e conseguir passar emoções que seriam no minimo triviais em grupo, só que sozinho? Mais é gratificante quando o trabalho é bem recebido. Mas aprendi com um diretor de teatro que foi ao Festival uma dica muito importante.

Citação mais ou menos assim: “Não importa o que a platéia faça ou se caracterize, são meros expectadores que esperam ver uma interpretação indenpendente de suas presenças”.

Já imaginou interpretar uma pessoa séria, e uma pessoa da platéia faz um leve sorriso, e você acaba contaminado e ri também? Estraga, o personagem não pode ser reflexo da platéia, ele tem que ser o personagem A em qualquer lugar em qualquer tempo. Valiosa dica de interpretação. O conheci no sábado mesmo, após comentar sobre a atuação de “A caixa preta de Medéia”.

O qual havia dito “Que expressão deve ser algo vivo”. Não necessariamente se mexendo, mas deve ser sentido.

Expressão sentida = Memória emotiva.

A memória emotiva vou “aprofundar” no comentário da “A filha de Chacrete” porque esta peça retrata a vida real de Camila Rodhi, a própria interprete, e nela ela usa realmente um trauma de infância.

Mas memória emotiva é aquilo que nos move á um sentimento e ato que não necessariamente nos acomete na hora. Por exemplo, como chorar num ambiente que não favorece o choro? Lembrando de algo triste ou fabricando algo triste que poderíamos nos sentir tristes.

Memória emotiva não é um pensamento, é um sentimento. Depois aprofundo na próxima análise.

Dicas.

  • Organizar e manter a mente livre de preocupação
  • Atingir a memória emotiva
  • Criar o corpo de teatro (Cenário, corpo e mente)
  • Monologos e grupos por interpretação
  • Ensaios
  • Tudo pode ser cenário

Prêmios.

Não recebeu nenhum prêmio.

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Diário: 02 de outubro de 2009 – Laura Alvim

Outubro 12, 2009 · Deixe um comentário

Quarta peça: “A caixa preta de Medéia” de Celina Sodré.

Festival de Teatro do Rio 16ª

Festival de Teatro do Rio 16ª

No dia 02/10 – Sexta-feira foi a vez do grupo “A caixa preta de medéia” que conta a história trágica de Medéia de Jazão sob a perspectiva católica de sofrimento vivido por vários “Eus” de Medéia diante da situação sob a direção de Celina Sodré.

Visão da produção.

Costumo criticar medindo o que foi bom ou ruim, mas devo dizer que o grupo de “A caixa preta de medéia” demonstrou pouco zelo pelas instalações do Teatro. A disciplina é um dos fatores que demonstram respeito e união do grupo. Não existe teatro sem cooperação.

Bem não presenciei mais delongas do grupo, mas meus colegas de equipe afirmam ter ouvido a diretora gritando no corredor como lembra o ensino fundamental. Das quais presenciei, um fator que nos leva a crer na enganação própria é – quando um dos integrantes confirma que estavam preparados para ficarem calmos, quando na hora da atuação vemos que claramente calma era a unica coisa que não se percebia.

Todos tem nervoso, admitir e corrigir o obstáculo é a coisa mais brilhante a ser feita. Superar obstáculos é normal, mas omitir isso é que torna tudo mais complicado.

Não tive maiores problemas porque a salva guarda dos Filhos do Brasil do dia anterior ainda corria na veia. Mas sem comparação de qualidade, analisarei a peça de forma individual.

Outro ponto foi um tronco de verdade usado, sinceramente penei em levar ele para o palco foram (4 ou 5) pessoas levando escadas acima, quem ter familiaridade com Laura Alvim, e subiu as escadas até a platéia, vê a dificuldade. Não é só isso, este tronco não era um acessório útil. Ele ficava no fundo do palco quase invisivel e não chamava atenção.

Eu sabia que ele existia, pois o levei para cima.

Visão Teatral.

Não gostei da peça. Vai parecer realmente pesado, mas sinceramente não sou fã de caricaturas infernais, e pelo que li sobre os trabalhos de Celina Sodré, é o tema de estudo que abrange suas peças do inferno á idade média (o que ela tem de pior para oferecer). Então é um tradicionalismo sem limites, cada um tem seu gosto.

Mas aprovo a atuação de três atrizes no espetáculo. A versão Medéia mais lúcida que proferia palavras sobre um tronco de árvore (de verdade, pesava…200 kg era pouco), a dançarina do ventre e a versão medéia frontal. Embora não me lembre dos nomes das atrizes, em pouco saberei posto aqui.

Mas de acordo com meu senso critíco, não entendi a história de nenhuma forma. Se você leu “Medéia e Jazão” pode até aplaudir. Mas quem não leu, entendeu o quê? O teatro é um conto de histórias, onde os personagens dizem em seu ponto de vista e posição como aconteceu. Sei que o uso das figuras religiosas do sofrimento humano era o ponto chave, mas sinceramente para fazer isso é um desafio. Contracenar com várias Medéias e seu ponto do sofrer não é nada fácil. E não conseguiu passar isso.

Dicas.

  • Disciplina do grupo estava muito baixa, acredito por serem ainda atores/atrizes iniciantes
  • Havia uma calmaria “enganosa”, na verdade todos estavam muito nervosos
  • O tema não foi com certeza deliberado e discutido entre os atores
  • Havia muita tensão “Elenco – Diretor”
  • Uso de props (adereços de cena) desnecessários
  • Atuação tem que ser sentida pelo ator/atriz

Premios.

  • Não ganhou nenhum
  • Teve indicação especial de preparação corporal para Marina Salomon

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Diário: 01 de outubro de 2009 – Laura Alvim

Outubro 12, 2009 · Deixe um comentário

Terceira peça: “Filhos do Brasil” de Oswaldo Montenegro.

Festival de Teatro do Rio 16ª

Festival de Teatro do Rio 16ª

No dia 01/10 – Quinta-feira foi a vez do grupo “Filhos do Brasil” que através da música ilustra a cultura brasileira. O grupo ensaiou por 1 ano sob a direção de Oswaldo Montenegro.

Visão da produção.

Este foi um grupo exemplar, chegaram ás 10:00 em ponto, ficaram no palco até a hora do show ás 20:00, impecável e lustroso. Conheci o Oswaldo Montenegro, e o achei um cara muito simples para o que ele apresenta, e não diga simples por menosprezo – penso “Nossa, é tudo enfeitado, quando conhecemos o criador da obra, ele é apenas uma crianças que brincou demais”.

O fantástico é que acabamos percebendo que criar algo basta ter vontade. Gostei da apresentação dos Filhos do Brasil, tive a oportunidade de conhecer a cantora Veronica Bonfim e Emilio Dantas.

O que aprendi com a montagem deste dia, pois a unica coisa que me coube fazer foi o isolamento das filas de jurados e convidados, instalação do projetor e separação das papeletas de juri, foi observar que a disciplina do grupo Mulungo (Dialeto Africano, quer dizer amigo) foi que eles organizaram tudo de forma que cenário, instrumentos, luzes e coreografia estivessem tudo conforme o Teatro havia esclarecido no Edital.

Eles só tiveram que relaxar e ensaiar para apresentação. Não é toa que levaram tantos prêmios. Embora eu tenha ficado dividido em relação ao grupo Dramatic que apresentou “Cantigas de Sol ou Dom Quixote de Cordel” de Vital Santos.

Visão Teatral.

Os ensaios fora a palavra-chave que captei. Aprendi que para ter um bom personagem é preciso construi-lo e conhece-lo. E para isso temos que ensaiar. Como ser um cangaceiro convicente, sendo um carioca despojado no estilo Night? Distante.

Músicos e cantores que se apresentaram nos Filhos do Brasil causam dois efeitos: Quem foi do processo criativo nato, só vai dar a largada e quem estiver começando na carreira artística em processo de criação vai ter um incentivo.

Como foi classifico, a peça era um musical-show. Mas era peça. Você via ligações. Eram atos ou mesmo esquetes que falavam sobre cada lugar do Brasil em lírica (canto). E gostei da abordagem que o grupo criou, todos realmente trabalhavam em harmonia com a idéia.

Dicas:

  • Concentração
  • Climatização da cena e do personagem
  • Estímulo e impulso
  • Embalo e encenação (fé cênica)
  • E vontade

Prêmios.

  • Iluminação
  • Texto – Oswaldo Montenegro
  • Direção – Oswaldo Montenegro
  • Trilha Sonora (Prêmio especial)
  • Melhor espetáculo por juri oficial
  • Melhor espetáculo por juri popular

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Diário: 30 de setembro de 2009 – Laura Alvim

Outubro 10, 2009 · Deixe um comentário

Segunda peça: “Viuva, porém honesta” de Nelson Rodrigues.

Festival de Teatro do Rio 16ª

Festival de Teatro do Rio 16ª

No dia 30/09 – Quarta-feira foi a vez do grupo “Viuva, porém honesta” que conta a história de Ivonete e seu marido “Garçom” moderno jornalista Doroty Daulghter que é vitimado por um acidente de carro. E tudo corre em volta do passado e futuro dela. E sua estigma de não querer jamais sentar.

Visão da produção.

Nunca criei tanta papeleta de juri popular foram 250 por dia, totalizando 1750 ao todo. Claro que não foi somente eu que contribui. E isso é essencial saber, que a equipe serve para um todo atingir a meta, se não for desta maneira, nem por isso chegaria aos 150 papeletas sem estar exausto, dia após dia?

Grupo.

O cenário deles era demasiadamente grande, muitos comentaram comigo que o cenário era imperceptível para o espetáculo, digo, era dispensável. Ja que o desenvolvimento das cenas davam em sua grande maioria na boca de cena. O cenário foi usado para “números” rápidos.

Mas o texto foi bem escrito, e dito pelo próprio diretor, reduzido da versão original. O grupo havia disciplina, e não trouxeram dores de cabeça para o pessoal do Teatro.

Desafios.

Para mim, foi grande, pois eram muitas pessoas no mesmo lugar e aquela montagem do cenário que particularmente remetia á um trabalho intenso da equipe e depois de sua encenação, de fato foi os próprios atores que construíram.

Mas quem constrói seu próprio cenário, é familiarizado com ele. Eu acho um ponto bom de reflexão.

Minha opnião: Gostei da atuação do elenco, das partes cômicas do “Dr. Lambreta” e sua mania de achar que todos estavam grávidos (até homem) e a dinâmica de cena que remetia á uma mesa á um ponto de recepção, cadeira ou barreira da cena.

O espírito crítico começou a se formar no momento que vi a atuação.

Visão Teatral.

Aprendi que ator não é exibicionista, é um interprete. De reações reais de uma forma artística. Vendo desta forma, então atuar não é dificil. Todos os fazem. Correto? Sim. Não tem mistério. Ao escrever este texto, estou atuando como um redator empolgado.

Todos tinham que acompanhar os passos de cada ator, e não sobrepor os demais. Mesmo Ivonete sendo a protagonista, ela não podia ou pode ser o chamariz. Não é um monólogo. É um grupo. Cada um faz sua parte. O ator ou atriz mais chamativo é geralmente aquele que oportunamente se caracteriza em seu tempo.

Dicas:

  • Todos os atores/atrizes tiveram uma participação oporturna
  • Houve momentos (No caso de “A caixa preta de medéia”) os atores ficarem de costas para o público – é em perfil ou de frente no teatro
  • Não houve embarassos utópicos – era de fato a história moderna envolvendo os rumores e inocências da gravidez e adolescência.
  • Dinâmicos.

Prêmios.

  • Cenografia – Cachalote Mattos
  • Figurino – Ricardo Rocha
  • Atriz Coadjuvante – Renata Tavares

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